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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

NY conclui 1º prédio do novo WTC quase 11 anos após o 11 de Setembro

Nova York testemunhou nesta segunda-feira (25) o término da construção do primeiro arranha-céu do novo World Trade Center (WTC), a Torre 4, quase 11 anos depois dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, que destruíram as Torres Gêmeas e tiraram a vida de quase 3 mil pessoas.
"Sempre achei que o novo World Trade Center seria um sucesso, e sempre acreditei no sul de Manhattan. Em pouco mais de um ano, a Torre 4 do WTC será a última novidade de nosso bairro", disse o corretor imobiliário Larry Silverstein, que obteve um contrato para alugar o complexo por 99 anos antes do 11 de Setembro.


Acompanhado de políticos como o republicano Peter King e quase uma centena de trabalhadores que participaram da construção do edifício, Silverstein e os demais presentes inscreveram seus nomes sobre a última viga da torre, que também foi assinada pelo presidente americano, Barack Obama, em sua última visita ao local antes conhecido como Marco Zero de Nova York.

Totalmente coberta por esses nomes e com uma grande bandeira americana pendurada, a viga foi alçada a quase 300 metros por um grupo de trabalhadores até ser instalada no ponto mais alto da Torre 4, enquanto o cantor de gospel BeBe Winans entoava "God bless America" (Deus abençoe a América).
Assim, o arranha-céu desenhado pelo arquiteto Fumihiko Maki, que contará com 72 andares quando for inaugurado oficialmente no final de 2013, se transforma no primeiro prédio a ser construído do novo World Trade Center, um complexo que será composto por quatro torres.




A maior delas será a Torre 1, que em abril se tornou a mais alta de Nova York ao superar o emblemático Empire State Building e, quando for finalizada, entre o final de 2013 e o início de 2014, terá uma altura de 1.776 pés (541 metros), número simbólico que marca o ano da independência dos Estados Unidos.
Silverstein - encarregado da construção das torres 2, 3 e 4, enquanto a 1 está por conta da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey - afirmou que, quando o edifício abrir suas portas, "não o fará somente para seus inquilinos, mas para todos os nova-iorquinos".


Devido às divergências entre Silverstein e a Autoridade Portuária, que atrasaram o início da reconstrução do Marco Zero, a colocação da última viga da Torre 4 acontece três meses antes do aniversário de 11 anos do dia em que terroristas da al-Qaeda sequestraram dois aviões para que se chocassem contra as Torres Gêmeas, deixando 2.752 mortos.

"Presenciei o 11 de Setembro da minha casa. É difícil achar palavras adequadas para descrever a sensação de ver a primeira torre do novo World Trade Center completada, que agora está de pé depois daquela tragédia", disse o presidente da Assembleia Estadual de Nova York, Sheldon Silver.
Localizado em frente ao Memorial do 11 de Setembro, que consiste em duas enormes fontes localizadas exatamente no espaço que ocupavam as Torres Gêmeas, o novo edifício abrigará a sede da Autoridade Portuária e contará com espaço comercial e de escritórios.


Novo World Trade Center prioriza o concreto


O atentado de 11 de setembro de 2001 mexeu com paradigmas em todos os setores dos Estados Unidos. Na engenharia, promoveu mudanças em conceitos construtivos. O país, que antes priorizava as estruturas metálicas para erguer arranha-céus, hoje dá preferência ao concreto para construir seus grandes edifícios. É o que ocorre com o novo World Trade Center – um complexo de quatro prédios que ocupará a área em que estavam as torres gêmeas, em Nova York. Todas as edificações, com a maior delas medindo 541 metros de altura, ganharam estruturas anticolapso.




Roberto Chust Carvalho, da UFSCar: arranha-céus, hoje, não dispensam armaduras de pós-colapso.

Segundo o professor Roberto Chust Carvalho, especialista em estruturas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) desde o 11 de setembro de 2001 os projetos de arranha-céus, mesmo aqueles contemplados com estruturas metálicas, passaram a ganhar armaduras de concreto para proteger as vigas, a fim de que, em caso de incêndio, não ocorra desmoronamento. “O que causou a queda do WTC foram as altas temperaturas a que ficaram expostas as soldas das estruturas de aço. Nesta nova construção, com certeza há proteção com concreto, pois agora eles levam em consideração o risco de colapso”, cita.

Ainda de acordo com Roberto Chust Carvalho, a prioridade dada ao concreto se deve à resistência térmica do material. Por isso, nos projetos dos arranha-céus que foram construídos depois de 2001, estruturas à base de cimento foram privilegiadas, até para baratear os seguros dos empreendimentos. “As seguradoras passaram a se negar a segurar edificações com estruturas metálicas. O concreto, em caso de incêndio, não derrete. Por isso, o material tornou-se o preferido para grandes edificações. No Brasil, por exemplo, as construções industriais, que davam preferência às estruturas metálicas, hoje são dominadas pelos pré-moldados”, lembra.

No caso do complexo do novo WTC, que está em construção desde 2006 e deve ser inaugurado em 2013, todos os edifícios contam com um núcleo de concreto armado. O mesmo material foi usado nas fundações dos prédios. As estruturas metálicas, nestes empreendimentos, foram usadas apenas nos perímetros das edificações. Sob a responsabilidade da construtora Skidmore, Owings & Merrill, todo o complexo irá consumir 31 mil m³ de concreto até a conclusão das obras. Há ainda o emprego de aço fornecido pela empresa brasileira Gerdau, que assinou contrato no valor de US$ 7,35 milhões.


WTC: ainda em construção, prédio terá 541 m de altura e armadura de concreto.

No final de maio de 2012, a torre One World Trade Center, ainda em construção, atingiu 381 metros de altura. Com isso, ultrapassou o Empire State Building e assumiu o posto de edifício mais alto dos Estados Unidos. Quando pronto, o mais imponente prédio do complexo WTC terá 104 andares voltados para escritórios de alto padrão. Acima da área comercial, haverá um terraço em que o ponto mais alto ficará a 417 metros de altura – a mesma das torres gêmeas.  Uma antena com mais de 100 metros será instalada sobre a edificação, completando 1.776 pés (541,3 m) de altura. O número é simbólico e representa o ano da independência dos Estados Unidos.

Roberto Chust Carvalho destaca que construções como o WTC, apesar de terem seus projetos mantidos em sigilo, sempre ajudam a agregar inovações à construção civil. “São obras que geram conhecimentos de ponta e que, mais cedo ou mais tarde, acabam incorporados por todo o universo construtivo”, finaliza o professor da UFSCar.

Assentamento de Creâmica

Como grade curricular, do nosso curso técnico em edificações no Senai, estamos levantando um muro, e como finalização estamos assentando cerâmica, então segue abaixo um vídeo bem explicativo sobre como assentar corretamente e de forma pática pisos, e azulejos.



Cientistas desenvolvem robô controlado pela mente


Um professor de uma universidade suíça apresentou um robô que pode ser controlado pelas ondas cerebrais de uma pessoa paraplégica.
 
Um capacete condutor equipado com elétrodos ajuda a transmitir as ordens, mas os sinais podem perder sentido se muitas pessoas se concentrarem, por exemplo, à volta da cadeira de rodas. 
 
Um homem paralisado, em tratamento num hospital na cidade de Sion, participou na demonstração do equipamento. Enviou um comando mental para um computador no quarto, que o transmitiu para outro computador e acabou por mover um pequeno robô a 60 quilómetros de distância, em Lausanne.
 
Os Estados Unidos e a Alemanha já tinham realizado experiências idênticas, mas usando um procedimento invasivo de elétrodos no cérebro do paciente.
 
A imaginação não conhece limites e já há cientistas a trabalhar na habilitação dos paraplégicos para recuperar o andar através de elétrodos implantados na coluna.




quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Arquitetura Inovadora


Tipicamente urbana e com planta retangular e compacta, a casa ocupa um lote de dimensão irregular e aclive acentuado a partir da rua, localizado no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo. O terreno de 860 m² apresenta sua face mais larga voltada para o norte e para a rua, aberta para um parque que conserva um raro trecho de Mata Atlântica da capital.

Segundo os autores do projeto -os arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian-, o partido adotado foi uma resposta natural a essas condições específicas do lugar.

A concepção arquitetônica segue um raciocínio estrutural que parte de poucos pontos de apoio e generosos balanços, proporcionados pelo uso de lajes nervuradas. O programa foi distribuído em três níveis: o inferior, um pouco acima da cota da rua, com garagem, lavanderia e dependência de empregados. O térreo reúne a cozinha e os transparentes espaços de estar e jantar, interligados à espaçosa varanda, e ainda às áreas da churrasqueira, piscina e jardins. O piso superior é ocupado por três dormitórios e sala íntima.



No embasamento, o vão aberto para passagem de veículos, contribui para a leveza do edifício. Por sua vez, graças à transparência proporcionada pelos fechamentos envidraçados dos seus ambientes, o térreo surge como um vão vazio sobre pilotis. Como uma grande plataforma elevada, sua laje contínua e em balanço prolonga-se da varanda, protegida por guarda-corpo metálico, até atingir a área do jardim. No alto, com poucos pontos de apoio proporcionados pela laje nervurada, o pavimento superior surge como uma "caixa flutuante". De face para o verde do parque, as aberturas desse pavimento receberam janelas do tipo camarão feitas de painéis de alumínio. Os painéis filtram o excesso de luminosidade e imprimem movimento à fachada.

Ponte de Øresund

A Ponte de Øresund (em dinamarquês Øresundsforbindelsen, em sueco Öresundsförbindelsen) liga a ilha da Zelândia (Dinamarca) à Suécia, através do estreito de Öresund. Com 7845 metros de comprimento, é a maior ponte rodoferroviária da Europa.
Na Suécia e na Dinamarca, a ponte é mais frequentemente referida como Öresundsbron ou Øresundsbroen, respectivamente. A própria empresa insiste em Øresundsbron, um compromisso entre as duas línguas, que simboliza uma identidade cultural comum da região. Uma vez que é um complexo rodoferroviário de uma ponte e um túnel submarino, no termo técnico é chamado de Ligação de Oresund (em dinamarquês: Øresundsforbindelsen, em sueco: Öresundsförbindelsen).O nome popular de Ponte do Øresund é ouvido ocasionalmente,já que é o nome popular do estreito.


A construção começou em 1995. O último ponto foi construído em 14 de agosto de 1999. O Príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca e a Princesa herdeira Vitória da Suécia, se encontraram no ponto exato do meio da ponte para comemorar a sua conclusão. A inauguração oficial foi em 1 de junho 2000, com a rainha Margarida II da Dinamarca e com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia. A ponte foi aberta para o tráfego mais tarde nesse dia. Antes da inauguração, 79 871 corredores competiram na maratona de Amager (na Dinamarca) para Skåne (na Suécia) em 12 de junho de 2000. A ponte foi concluída três meses antes da data prevista.
Inicialmente, o uso da ponte não era tão grande como esperado, que era geralmente atribuído aos custos da travessia. No entanto, em 2005 e 2006, houve um rápido aumento do volume de tráfego sobre a ponte. Este fenômeno pode ser devido a migração pendular entre Copenhague e Malmö,já que os custos de moradia no lado sueco eram mais baratos. A tarifa do pedágiona época era de 260 coroas dinamarquesas,que equivaliam a 325 kronas suecas ou a 36 euros (no entanto, descontos de até 75% estão disponíveis para os utilizadores regulares). Em 2007, quase 25 milhões de pessoas viajaram ao longo da ponte,totalizando a soma de 15,2 milhões de euros pagos nos pontos de pedágios por carros e ônibus e 9,6 milhões de euros em passagens de trêm.




A ponte tem uma das mais longas linhas de cabos e fios do mundo (em 490 metros). A altura do pilar é o mais elevado, com 204 metros (669 pés). O comprimento total da ponte é de 7845 metros (25 738 pés), que é aproximadamente metade da distância entre as terras dinamarquesas e suecas, e o seu peso é 82 mil toneladas métricas. Na ponte, os dois traçados ferroviários estão abaixo do tabuleiro com quatro faixas de rodagem rodoviária. A ponte tem uma folga vertical de 57 metros (187 pés), embora a maioria dos barcos de tráfego em todo o Oresund ainda passe sobre o Estreito de Drogden (onde se situa o túnel). A ponte foi desenhada por Arup.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Alta tecnologia faz prédios resistentes a terremotos

Em meio à destruição causada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a costa leste do Japão   o maior da história do país, prédios continuam em pé apesar do forte tremor.  O que explica isso são as altas tecnologias de engenharia civil desenvolvidas há anos pelos japoneses para minimizar os prejuízos e mortes causados pelos desastres naturais. “Eles concebem o prédio como um elemento dinâmico, já que ele estará sempre sujeito a movimentos em qualquer direção”, explicou André Dantas, engenheiro civil especialista em logística de desastres e professor associado da Universidade de Canterbury (Nova Zelândia), em entrevista ao iG.

Os estudos sobre construções resistentes a terremotos começaram fora do Japão na década de 70. Dois pesquisadores, Robert Park e Thomas Paulay, iniciaram estudos na Nova Zelândia sobre como desenvolver elementos de construção, como o pilar e a laje, mais resistentes aos abalos sísmicos. Depois do terremoto de Kobe, em 1995, que matou cerca de 6,5 mil pessoas, os japoneses passaram a investir mais em novas tecnologias na construção civil. “Os japoneses levaram  técnicas já desenvolvidas a um nível assustador”, diz Dantas.